quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Maquetes das Revoltas da Primeira República

As revoltas da primeira república aconteceram por causa do governo elitista que oprimia o povo e enchia os coronéis de privilégios. Elas se espalharam pelo país, tantos nas cidades (Revolta da Vacina, da Chibata e Organização Operária) quanto no campo (Canudos, Contestado e Cangaço). Após trabalhar os detalhes de cada movimento com os alunos das sétimas séries da E. E. B. Alice da Silva Gomes foi solicitado que construíssem maquetes com materiais recicláveis demonstrando os detalhes de cada acontecimento. Os resultados foram bastante positivos embora nem todos tenham recorrido ao material ecologicamente correto. Confira os resultados (clique nas imagens para ampliá-las):


Revolta da Vacina (1904)
(Maquete produzida pelos alunos Evânio, Ana Clara e Luan Ramon da 7ªV - 2012)

Aconteceu na cidade de Rio de Janeiro quando o médico Oswaldo Cruz se tornou diretor de saúde pública e começou a ordenar demolições de moradias pobres e autorizar invasões domiciliares para buscar pragas. O estopim foi a obrigatoriedade da vacina contra a varíola, aí o povo se rebelou por dez dias causando alvoroço nas ruas até serem sufocados pela polícia com o apoio da Guarda Nacional, Bombeiros, Exército e Marinha além de algumas tropas de SP e MG. Para evitar novo confronto o governo revogou a vacinação.

Revolta da Chibata (22/11/1910)
(Maquete produzida pelos alunos João Lucas, Lucas e Adrian Zidane da 7ªI - 2012)
(Maquete produzida pelas alunas Vanessa, Letícia e Gabriela da 7ªVI - 2012)
Aconteceu no RJ quando o marinheiro Marcelino Menezes recebeu 250 chicotadas por ter levado cachaça ao navio. Os marinheiros tomaram os barcos e apontaram os canhões para a capital exigindo o fim dos maus tratos, melhor alimentação e anistia aos envolvidos, conseguiram, mas duas semanas depois começaram uma nova revolta. A maioria dos participantes foi morta, alguns foram degredados no Acre ou Amazônia em serviços forçados, já o líder João Cândido foi internado num hospício como indigente sendo anistiado em 2008 pelo presidente Lula.

Organização operária (XIX)
(Maquete produzida pelas alunas Pâmela e Natália da 7ªI - 2012)
Começou por causa das más condições de trabalho. Os trabalhadores se organizaram em sociedades beneficentes, sindicatos e partidos comunistas que levaram ás greves e jornais nas ruas dos estados industriais como SP e RJ.

Canudos (1893 – 1897)
(Maquete produzida pelas alunas Tailane e Eduarda da 7ªIII - 2012)
Antônio Mendes Maciel (o Conselheiro) peregrinou o interior de Pernambuco, Bahia e Sergipe pregando e ajudando as pessoas, conseguindo muitos seguidores o que ameaçava a Igreja Católica. Em 1893 fundou Canudos, um povoado numa fazenda da Bahia que chegou há 10.000 moradores seguindo suas próprias leis sem obedecer a igreja nem os coronéis. Três expedições com  metralhadores e canhões não conseguiram vencer a comunidade, somente a quarta com 14.000 soldados teve sucesso, arrasaram tudo, mataram muitos, degolaram outros e prenderam poucos.

Contestado (1912 – 1916)
(Maquete produzida pelas alunas Amanda e Ruth da 7ªIII - 2012)
Aconteceu em terras de SC e PR onde os moradores foram expulsos para a construção de uma estrada de ferro. Essas pessoas começaram a seguir José Maria combatendo o governo e os empresários que ganhariam muito com os trens. Foram derrotados com violência por uma tropa de 8.000 soldados que os mataram de sede e fome com um cerco desonesto.

Cangaço (XIX – 1940)

(Maquete produzida pelos alunos Aldo e Lorena da 7ªII - 2012)

Surgiu no sertão nordestino com a formação de grupos armados e violentos sustentados por um político para protegê-lo, mais tarde esses bandos começaram a trabalhar para si próprios atacando povoados e fazendas para roubar. Geralmente eram combatidos pelas volantes. Os lideres cangaceiros mais famosos foram Virgulino (Lampião) e Courisco.

Artigo publicado no Correio Catarinense

É com imensa alegria que venho compartilhar com vocês minha conquista. Na última sexta feira, dia 07 de dezembro de 2012, consegui publicar meu primeiro artigo. A oportunidade foi oferecida pelo jornal Correio Catarinense da cidade de São João Batista que gentilmente lançou meu artigo intitulado: Santos Dumont, pai da aeronáutica?
 
Agradeço a todos que me apoiaram, mas sobretudo a equipe do jornal que confiou em meu trabalho, muito obrigada!

 

Os Feudos Medievais

O feudalismo era a forma como viviam a maioria dos moradores da Europa durante os mil anos da Idade Medieval. Os feudos eram pedaços de terras muito grandes onde moravam o senhor feudal (o dono da propriedade), seus parentes próximos e servos (funcionários). Geralmente a estrutura dos feudos continha:
  • Castelo: moradia do senhor feudal e fortaleza para todos os servos em caso de ataque;
  • Manso senhorial: terras onde os servos cultivavam a comida destinada aos moradores do castelo;
  • Manso servil: terras onde os servos construíam suas casas e cultivavam sua própria comida;
  • Manso comum: florestas e terrenos baldios onde o senhor caçava e os servos buscavam frutos, ervas, flores e mel.
Após trabalhar os feudos com os alunos dos sextos anos da E. E. B. Alice da Silva Gomes foi solicitado que construíssem maquetes com materiais recicláveis que apresentassem as características feudais, confira os resultados abaixo (se preferir clique nas imagens para ampliá-las).
(Maquete de um feudo produzida pelos alunos Josias e Robson do sexto ano V/2012)

(Maquete de um feudo produzida pelos alunos Nathan e Eduarda do sexto ano V/2012)

(Maquete de um feudo produzida pelas alunas Jéssica e Ellen do sexto ano V/2012)

(Maquete de um feudo produzida pelas alunas Jamille, Franciele e Bianca do sexto ano V/2012)
(Maquete de um feudo produzida pelas alunas Polyana, Eduarda e Bruna do sexto ano V/2012)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Os Castelos Medievais (Parte 1)

Durante a Idade Média a população européia se viu obrigada a desenvolver um tipo de construção especial: os castelos, pois somente eles garantiam a proteção dos moradores dos feudos. Dessa maneira os castelos ofereciam proteção as  pessoas e moradia aos senhores de terra. No século XI as paredes de madeira já não eram suficientes para conter as constantes invasões da época por isso começaram a construir os castelos com grandes pedras que resistiam ao fogo e catapultas durante um tempo relativamente maior.
Após trabalhar a estrutura dos castelos com os alunos do sexto ano III da E. E. B. Alice da Silva Gomes foi solicitado que construíssem uma maquete com as principais características desses monumentos, sobretudo as muralhas, torres, torre principal, cozinha, cisterna, poço, capela, fosso além de ponte e grade levadiças. Durante a construção os alunos deveriam utilizar o maior número de materiais recicláveis possível. Confira os resultados desses trabalhos na classe do 6º III:
(Arquivo pessoal: maquete de castelo produzida pelas alunas Maria Eduarda, Thauany e Alessandra do 6ºIII/2012)
(Arquivo pessoal: maquete de castelo produzida pelas alunas Raiane, Adrilaine e Thaís do 6ºIII/2012)
(Arquivo pessoal: maquetes sobre castelos produzidas pelos demais alunos do 6ºIII/2012)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Casarão Gallotti


(Entrada lateral do Casarão Gallotti fotografada por Galera Mix)

O casarão Gallotti localizado no bairro da Praça no município de Tijucas renasceu após uma restauração detalhada e cuidadosa. Atualmente a construção vem recebendo gratuitamente as pessoas interessadas na história local. O lugar conta com várias salas muito bem planejadas com textos explicativos nas paredes, assentos e equipamentos de vídeos recontando o passado tijuquense com muito carinho, desde as primeiras tribos até os dias de hoje. Lá estão amostras da ocupação, colonização, cultura, esportes, carnaval, lazer e culinária da cidade além dos objetos pessoais dos antigos moradores do casarão.

Quando o senhor Gallotti chegou a Tijucas com certeza não imaginara que suas marcas se perpetuariam por tanto tempo naquela simples cidadela. O barão italiano não veio com intenção de ficar, mas ao notar a beleza do lugar e presentir a vontade das belas moças de encontrar tecidos bonitos para suas roupas, ele resolveu permanecer e montar um negócio têxtil que prosperou. Para se acomodar buscou um famoso arquiteto e pediu que construisse uma casa seguindo o modelo de sua antiga habitação na Europa e assim nasceu este lindo patrimônio histórico que graças a seus descendentes e algumas autoridades encontra-se aberto a visitação para todos que tiverem interesse de conhecer a história e cultura do vale, assim como a contribuição desta influente família.

Aproveite e faça uma visita você também. Garanto que irá se encantar. Para despertar sua curiosidade dê uma olhadinha nas imagens que seguem (se preferir clique nas fotos para ampliá-las):

(Acervo pessoal: foto da família retratando pequeno escravo conduzindo o cavalo)

(Acervo pessoal: mobília do quarto do casal Gallotti )