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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB)



A Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) é um projeto realizado pelo Departamento de História da UNICAMP. A olimpíada tem cinco fases de provas online e uma presencial (final), cada uma das seis provas dispõe de uma semana para ser respondida. As questões são de múltipla escolha e tarefas a serem cumpridas, elas são respondidas pelos participantes por meio de debate, pesquisa em livros, internet e orientação do professor.

O método, totalmente inovador, tem como principal objetivo incentivar o desenvolvimento da análise crítica e discussões sobre os mais variados assuntos, por meio de pesquisa e análise de textos, imagens e mapas. Dessa forma, a ONHB consolida-se como uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História.

Nossa escola, E.E.B. Alice da Silva Gomes, situada no município de São João Batista (SC), participa da ONHB há 5 anos sobre a coordenação da professora Janaina da Silva com intensa participação dos alunos matriculados nos oitavos e nonos anos. As equipes recebem nomes em homenagem a cultura indígena brasileira e a marcos históricos, e atualmente têm se destacado no cenário competitivo nacional, mesmo concorrendo contra alunos de escolas particulares e, até mesmo, de nível médio.

Após pagar a inscrição no valor de R$: 30,00, as equipes se preparam através de simulações e provas de edições anteriores. Quando a jornada começa enfrentam até 50 páginas de desafio semanal e aguardam ansiosamente sua classificação para receber os certificados. Desta forma valorizamos a pesquisa do passado, a crítica do presente, o debate do futuro e, sobretudo, a auto estima de nossos estudantes. 

Para maiores informações sobre a olimpíada, clique no vídeo a seguir:







domingo, 26 de janeiro de 2020

A infraestrutura colonial brasileira

Por volta de 1530 os portugueses decidiram ocupar definitivamente o Brasil, mas essa não era uma tarefa fácil, afinal se tratava de um lugar muito simples e afastado de todos os confortos que eles estavam acostumados. Por isso tiveram que investir dinheiro e tempo na construção de feitorias e missões jesuíticas.

As feitorias eram fortes à beira mar que serviam para proteger as terras brasileiras. Nelas os portugueses passavam o dia observando os barcos que se aproximavam pra verificar se realmente vinham de Portugal. Caso fossem embarcações de piratas ou invasores de outros países era possível explodi-los com os tiros dos canhões que ficavam no alto das muralhas. Além disso as feitorias tornavam muito mais prática a chegada e saída das grandes caravelas que vinham trazer e buscar produtos diariamente.


Após garantir as terras na beira das praias, os portugueses encontraram outro problema: a resistência dos povos das florestas que eles chamavam de índios. Por isso começaram a enviar pra cá alguns grupos de padres jesuítas que deviam convencer os índios a morarem com eles para ensiná-los a viver de "maneira civilizada" e dentro dos padrões da igreja católica. Esses padres construíram lugares grandes vilas chamadas de missões jesuíticas e lá os índios eram ensinados a trabalhar com horários rigorosos, cobrir o corpo com roupas e rezar constantemente, entre outras coisas que os mantinham sobre controle.


Pouco a pouco os portugueses foram tomando conta de nosso território e se sentiam cada vez mais como donos desse lugar, e assim o Brasil virou oficialmente uma colônia portuguesa. Portugal tinha colônias no mundo todo que serviam para buscar produtos novos e valiosos que os reis portugueses vendiam. Nas terras brasileiras os produtos preferidos dos portugueses eram o pau-brasil, a cana-de-açúcar, o ouro, os diamantes e o café. Mas além deles também foram levados daqui gado, drogas do sertão e algodão, só que em menor quantidade.

Explorar tantas coisas dava muito trabalho e por isso os portugueses davam bugigangas pros índios trabalharem pra eles, isso foi chamado de escambo (troca). Mas quando os índios começaram a se negar os portugueses tentaram escravizá-los, mas não deu certo porque eles conheciam bem a mata e fugiam rapidamente. Com a falta de trabalhadores os homens de Portugal decidiram ir buscar os negros na África pra usar como escravos aqui no nosso país iniciando um longo período de sofrimento e abusos.

Ao todo o Brasil teve mais de 300 anos de escravidão dos negros que sofreram absurdamente nas mãos dos portugueses. E durante muito tempo os livros das escolas disseram que os escravos só abaixavam a cabeça, obedeciam e aceitavam o que os portugueses ordenavam. Mas hoje já foi provado que muitos negros lutaram bravamente contra esses homens de Portugal que se achavam os donos do mundo. Tanto que muitos escravos conseguiram fugir de seus donos e criaram vilas chamadas de quilombos onde escolhiam o seu líder e viviam livremente seguindo apenas as suas próprias regras.


Hoje restam apenas destroços dessas grandes estruturas coloniais, muitas delas sumiram pra sempre, mas é muito importante lembrarmos o esforço que os portugueses fizeram pra ocupar nosso país. Embora eles tenham feito coisas terríveis como escravizar pessoas, não devemos condená-los, pois estavam apenas repetindo a maneira de viver da sua época. Devemos muito do nosso país a cada um desses personagens: portugueses, índios e negros, e também aos locais onde habitaram: feitorias, missões jesuíticas e quilombos.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

As revoltas regenciais

(A guerra dos farrapos por Roberto Carlos Piva/8ºIII-2019)
Essas revoltas ocorreram devido a insatisfação de escravos, pobres, elites regionais e da classe média urbana. Os maiores problemas desse período foram a centralização do poder, as dificuldades econômicas e o aumento dos impostos.

O Período Regencial ficou marcado pela ocorrência das chamadas Revoltas Regenciais que foram uma série de movimentos espalhados pelo Brasil, tanto no campo quanto nas cidades.

Confira os mapas conceituais produzidos por meus alunos sobre algumas dessas revoltas (clique nas imagens para ampliá-las):

(A revolta dos malês por Gabrielle Cim Teixeira e Eduarda Bonatto Tomasi/8ºII-2019)

(A cabanagem por Ketlin Hoffmann e Larah Priscila Aguiar/8ºII-2019)

(A guerra dos farrapos por George Valtrich e Lorenzo Vilbert Pereira/8ºII-2019)
(A balaiada por Maria Luiza Teixeira da Silva/8ºIII-2019)

(A sabinada por Graziella Peixer/8ºIII-2019)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

O fim da escravidão no Brasil

Resultado de imagem para fim da escravidao quadro
(Quadro de François-Auguste Biard. Palácio de Versalhes)
A escravidão no Brasil acabou por pressão da Inglaterra, mas por quê?  Por três motivos:
  1. A Inglaterra queria o fim da escravidão porque assim os brasileiros ganhariam salário para trabalhar e poderiam comprar seus produtos, fazendo com que ganhasse mais dinheiro.
  2. Com o trabalho assalariado o açúcar brasileiro ficaria mais caro e assim Inglaterra lucraria mais com a venda do seu próprio açúcar.
  3. Os ingleses não teriam mais as suas terras na África invadidas por traficantes de escravos.

Apesar da pressão inglesa, o processo para acabar com a escravidão no Brasil foi longo, de 1808 até 1888, totalizando 80 anos. Neste período foram criadas várias leis para tentar enganar a Inglaterra. As principais foram:
  • Lei para inglês ver (1831): não era permitido trazer escravos da África para o Brasil, mas se trouxesse não tinha pena nenhuma.
  • O Ato Bill Aberdeen (1845): não podia trazer escravos da África para o Brasil, pois se fizesse isso seria preso por pirataria ficando pouco tempo na prisão.
  • Lei Eusébio de Queiroz (1850): não era permitido trazer escravos da África para o Brasil, mas se trouxesse era preso por crime hediondo (crime grave) por cerca de 30 anos.
  • Lei de Ventre Livre / Rio Branco (1871): esta lei dizia que se um escravo tivesse um filho ele/ela poderia ser livre aos 8 anos, mas para isso D. Pedro II teria que indenizar o dono dele. Caso o dono do escravo não fosse indenizado, ele poderia trabalhar como escravo até os 21 anos para pagar por sua libertação e depois iria embora.
  • Lei dos Sexagenários (1885): falava que os escravos que alcançassem 65 anos poderiam sair da fazenda. Mas era raro, pois eles só viviam de 30 a 40 anos, afinal tinham uma vida muito difícil, alguns, quando sentiam muita fome, chegavam a comer barro.

Quando D. Pedro II estava no Egito, a Inglaterra ameaçou a Princesa Isabel, que já tinha vários problemas de saúde e de autoestima, comunicando que se ela não assinasse a Lei Áurea a Inglaterra declararia guerra contra o Brasil. Ela, com medo, assinou a lei no dia 13 de março de 1888 acabando de vez com a escravidão dos negros em nosso país.

Logo depois de libertos os ex-escravos se viram desesperados e completamente sem apoio, esperança ou oportunidade. Alguns foram morar nos morros, pois por lá não tinha brancos e isso formou as favelas; outros ficaram morando com seus antigos donos porque sabiam que ali teriam abrigo, comida e segurança; alguns tiveram que roubar, pois estavam desesperados; alguns se prostituíam (tanto homem, quanto mulher) por um prato de comida, outros se suicidavam; alguns usavam drogas ou álcool para tentar esquecer o sofrimento; alguns procuravam trabalhos, e as mulheres eram quem mais conseguiam para limpar casas ou lavar roupas, mas era um trabalho semi-escravo.

Depois de tanto sofrimento, os escravos conseguiram a sua tão desejada liberdade, mas, ainda assim sofreram com preconceito, trabalho semi-escravo e quase todo o tipo de desigualdade humana. E hoje, 130 anos após o fim da escravidão, eles ainda sofrem com o racismo e a exclusão social.

(Texto produzido voluntariamente pela aluna Emily Straus - 8ºIII/2018 sobre orientação de sua professora Janaina da Silva)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O ciclo do ouro e dos diamantes

Os metais procurados pelas bandeiras e entradas só foram encontrados em fins do século XVII em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, mas em pouca quantidade. Mesmo assim o povo saiu de Portugal em busca dessas riquezas, logo o Nordeste açucareiro perdeu sua importância. Tempos depois, no século XVIII, algo ainda mais interessante foi descoberto em Diamantina (MG): os diamantes.

Confira os detalhes na vídeo-aula que segue:


terça-feira, 6 de junho de 2017

A Revolução de 1930 e a Era Vargas

Getúlio Vargas encerrou a "política do café com leite" e governou o Brasil aproximadamente 20 anos (1930 a 1945 - 1951 a 1954). Para alguns ele foi o "pai dos pobres", mas para outros não passou de "mãe dos ricos". Além de contraditório, seu mandato ficou eternizado pelo auge do teatro de revista, do rádio e da propaganda presidencial.

Assista a vídeo-aula que segue para compreender como Vargas chegou ao poder brasileiro:

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A importância do Dia da Consciência Negra

Hoje nossa escola trabalhou os temas refentes a negritude brasileira e a importância da valorização do Dia da Consciência Negra com os alunos de sexto ao nono ano . Assista ao vídeo para compreender porquê os negros foram trazidos para nosso país, aonde se concentraram, como eram tratados diariamente, os sobrenomes que originaram, sua colaboração com nossa cultura, qual a justificativa portuguesa para tantos maus tratos e o processo que levou ao fim da escravidão de negros no país:



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Os primeiros partidos políticos após a Independência do Brasil

Em 1821 as cortes portuguesas não aceitaram o fato de que Dom Pedro I preferiu continuar morando no Brasil mesmo com seu pai voltando para Portugal, por isso insistiam em enviar cartas e tropas exigindo seu regresso. Por outro lado a elite brasileira pedia para ele permanecer aqui e essas pessoas ricas, embora tivessem o mesmo objetivo, mantinham divergências de pensamento que levaram a formação de três grupos políticos:
  1. Partido português: queria recolonizar o Brasil;
  2. Partido brasileiro: queria a independência brasileira com um governo de Dom Pedro;
  3. Liberais Radicais: queriam a independência com a organização de uma república;
Confira abaixo o resultado do trabalho realizado nos oitavos anos IV e V, você poderá compreender melhor cada um desses partidos a partir de seus discursos e materiais de campanha:

Restauradores (Caramurus)

Nós somos do partido Caramurus e hoje gostaríamos de falar um pouco sobre o governo de D. Pedro I. Sabemos que ele cometeu alguns deslizes no passado, mas podemos garantir que ele não irá os cometer novamente. Com apenas vinte e quatro anos D. Pedro tomou o controle do Brasil, conseguindo rapidamente a independência do mesmo, logo após conquistou o reconhecimento internacional, elaborou uma constituição e sufocou a resistência interna. Enquanto esteve no poder D. Pedro soube administrar o país muito bem. Prometo á vocês que iremos erguer mais escolas nos bairros, fazer postos de saúde com atendimento melhor, aumentar os salários e fazer mais doações. E principalmente ajudar os necessitados para que eles possam ter uma vida melhor.



Liberais moderados (Chimangos)

Boa tarde queridos companheiros e prezada nação que nos ouve. Com a ida de dom Pedro I para Portugal, deixando seu filho com apenas cinco anos, ficamos sem imperador e, com os vexames que estão sendo as regências, nosso país ficou desorientado e precisamos de bons representantes. O nosso partido é o melhor para isso porque lutamos pela preservação territorial do país, defendemos a escravidão porque os negros têm que pagar por seus pecados, e o que aconteceria se os soltássemos? Provavelmente cairiam na marginalização. E nossas plantações? Como iríamos manter se são eles quem plantam e colhem?! E vocês, donos de fazendas, iriam conseguir fazer isso sozinhos? Bom, defendemos a monarquia, mas sem o absolutismo e iremos distribuir cargos pelo Brasil e aumentar o poder dos governantes das províncias. República no Brasil é coisa impossível porque será uma verdadeira desgraça, o único sustentáculo do Brasil é a monarquia, pois se estamos mal com ela, com certeza estaríamos pior sem ela!    




Liberais exaltados (Jurujubas)

Senhoras e senhores, o nosso partido liberal exaltado está aqui hoje para falar de um assunto importante. Fiquei sabendo que tem um partido da exposição que quer "restaurar", quer voltar ao passado. Ele quer entregar o Brasil nas mãos de um homem que já faliu o país, que faz a corrupção ser comum todos os dias, e isso é um absurdo! Mas não acaba por aí não, o outro partido, que é esse tal de "moderados", simplesmente se contenta com tudo, ou seja, tudo está bom para eles, tanto que dizem que querem uma monarquia, mas sem absolutismo. Tem alguma coisa de muito errado nisso.

Mas o partido liberal exaltado, quer fazer a diferença, deseja liberdade. Nós queremos o melhor para sua vida e família, queremos acabar com o medo de todo povo. O nosso partido representa os que trabalham com honestidade, o partido representa você trabalhador! Defendemos a descentralização do poder, a autonomia administrativa das províncias e o sistema federativo. E com isso pedimos o seu voto de confiança. Pedimos que você deposite fé de que o Brasil vai mudar, que nós vamos mudá-lo! Que em nossas mãos vocês tem segurança. Vote Jurujubas. Obrigado!


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Resumos sobre a História do Brasil

Aqui vão super resumos sobre a História de nosso país para quem precisa de uma mãozinha nesse assunto, lembrando que essas obras são fontes confiáveis de informações muito úteis para a preparação para participar da ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil): competição escolar que abrange alunos dos oitavos e nonos anos (Ensino Fundamente II) e primeiro, segundo e terceiro anos (Ensino Médio) das redes pública e privada de ensino: 



Para maior aprofundamento sobre o tema confira também as séries de vídeos que seguem nos links abaixo:




Para encerrar os estudos com uma boa reflexão sobre a História Brasileira ouça a música de Gabriel, o Pensador:


terça-feira, 31 de março de 2015

A política brasileira e os protestos populares

(Imagem representativa do movimento brasileiro Vem pra Rua - Fonte desconhecida)

Após o seu "descobrimento" em 1500 o Brasil começou a ser governado pela coroa portuguesa que lutou para defender o território das constantes invasões francesas, holandesas e inglesas. Aos poucos o povo brasileiro foi se formando a partir da convivência forçada entre os novos "donos" do país, nossos nativos e milhares de africanos trazidos a força para cá pelo homem branco. Surgia assim uma nação conflituosa que exploraria descaradamente os seus cidadãos através de atos políticos que, aos poucos, começaram a ser contestados pela população cansada dos abusos governamentais.

Em 1808 o país começou a passar por mudanças significativas a partir da chegada do rei, Dom João VI, juntamente com toda a corte portuguesa. Assim que desembarcou em solo brasileiro, o monarca autorizou o comércio com a Inglaterra e passou a organizar o país com medidas como a criação de instituições como a Marinha, o Banco do Brasil, o Jardim Botânico, entre outras. Mesmo com a euforia causada pela chegada real, o povo apresentou os primeiros sinais de insatisfação revelando o desejo de mudanças políticas e de cobranças de impostos nas áreas de mineração. Então surgiram revoltas como: a Revolta de Beckman, a Guerra dos Mascates, a Guerra dos Emboabas, a Revolta de Vila Rica, a Conjuração Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolução Pernambucana.

Em 07 de setembro de 1822 o Brasil finalmente alcançou sua liberdade política através do filho de Dom João VI, D. Pedro I, que prometeu defender os interesses do povo brasileiro a partir do grito de independência na beira do rio Ipiranga, seguido pela defesa do recém criado país durante a Guerra de Independência e concluindo nosso governo autônomo através da compra de nossa liberdade. Logo após seu segundo casamento, Dom Pedro I optou por voltar a Portugal para assumir o trono deixado por seu pai, já que o povo brasileiro se mostrava descontente com seu excesso de romances escandalosos e baixa atividade política, como ficou claro durante a Noite das Garrafadas. Assim o poder brasileiro foi deixado para seu filho, Dom Pedro II, com apenas 5 anos de idade.

A missão de governar o país enquanto o pequeno Pedro crescia ficou a cargo de duas regências trinas e duas unas. Mesmo com a presença de militares no poder e a criação da Guarda Nacional, o país virou um verdadeiro caos político devido a instabilidade dos governante, assim surgindo novas demonstrações da insatisfação popular como a Revolta dos Malês, a Cabanagem, a Revolução Farroupilha, a Sabinada e a Balaiada. Quando Dom Pedro II finalmente assumiu seu cargo ainda precisou enfrentar a Revolução Praiana antes de conseguir um período de considerável estabilidade governamental.

Após décadas de um governo pacato e bastante simples, Dom Pedro II se mostrou cansado e muito mais interessado em ciência do que em política e, assim, acabou sendo expulso do país por militares de alta patente que criaram a República brasileira. Todavia a nova Constituição tentou encobrir a imensa insatisfação popular oriunda de novas leis que autorizavam vacinações forçadas, expropriações, castigos físicos nas forças armadas para integrantes negros, entre outras decisões políticas extremamente equivocadas e preconceituosas que provocaram novas reações populares como a Revolta da Armada, a Revolução Federalista (da Degola), a Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata, A Organização Operária, a criação de Canudos, a Guerra do Contestado e o Cangaço.

Para tentar colocar em fim em tamanha agitação popular, um homem determinado deu um golpe político e assumiu o poder durante 15 anos consecutivos, Getúlio Vargas. Ele acabou apelidado como pai dos pobres devido as garantias trabalhistas e eleitorais que garantiu a homens e mulheres desse país. Após seu suicídio o Brasil caiu nas mãos de políticos populistas e apelativos como o famoso Jânio Quadros e sua vassourinha anti corrupção ou seu pó branco sobre os ombros simulando a caspa do povão brasileiro.

Os boatos de comunismo acabaram se espalham e a Ditadura Militar assumiu a cena política brasileira apoiada pelos Estados Unidos da América que pretendia se livrar da ameaça de liderança propagada pela antiga União Soviética. Era o início da intensa repressão que silenciou tragicamente a voz do país durante um longo período de censura política. Os mais diversos crimes foram cometidos em nome da garantia de um governo sólido, somente após muitos decretos presidenciais e a diminuição da ameaça comunista nosso país começou a ser reaberto politicamente.

Somente no governo de Fernando Henrique Cardoso o Brasil finalmente alcançou uma estabilidade financeira e social que acabou sendo arrasada nos governos posteriores exercidos pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Durante os governos petistas iniciados em 2002 com o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o país viveu o maior escândalo financeiro das últimas décadas. Em 2012 o povo começou a realizar protestos conhecidos como Vem pra Rua que ficaram ainda mais sérios a partir de 2015 demonstrando uma insatisfação sem precedentes oriunda do aumento inescrupuloso do custo de vida causado pelos aumentos nas tarifas de transporte, conta de energia elétrica, combustíveis, remédios, importados, entre outros setores afetados.

O que nos resta neste momento é olhar pra nossa intensa trajetória de revoltas populacionais para buscar inspiração e partir para movimentos sólidos em busca de melhores condições de vida, pois o Brasil já sofreu demais e isso tudo é inadmissível em pleno século XXI.
Vamos agir povo brasileiro, conto com todos vocês!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Cangaço



(Maquete produzida por Maria Eduarda e Matheus - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)

Após realizar algumas pesquisas sobre as Revoltas da Primeira República Brasileira, os alunos foram orientados para confeccionar uma maquete fiel a época, cenário e fatos relacionados ao movimento revolucionário que considerassem mais interessante. Abaixo você confere as fotos e a explicação dos trabalhos dos alunos que produziram as apresentações mais condizentes com o famoso Cangaço brasileiro, confira o resultado:

(Explicação do Cangaço realizada por Júlio e Héric - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)

(Maquete produzida por Júlio e Héric - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Júlio e Héric - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Júlio e Héric - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)

A Guerra do Contestado

Após realizar algumas pesquisas sobre as Revoltas da Primeira República Brasileira, os alunos foram orientados para confeccionar uma maquete fiel a época, cenário e fatos relacionados ao movimento revolucionário que considerassem mais interessante. Abaixo você confere a explicação do trabalho das alunas Keyla e Leila do 8º ano II. As garotas produziram a apresentação mais condizente com a Guerra do Contestado quando comparadas aos demais alunos dos oitavos anos do ano de 2014, confira o resultado:


A Revolta da Chibata


(Maquete produzida por Nathan Duarte - 8º ano II/2014 - Acervo pessoal)
Após realizar algumas pesquisas sobre as Revoltas da Primeira República Brasileira, os alunos foram orientados para confeccionar uma maquete fiel a época, cenário e fatos relacionados ao movimento revolucionário que considerassem mais interessante. Abaixo você confere as fotos e a explicação do trabalho dos alunos Melkezedek e Enzo do 8º ano I. Os garotos produziram a apresentação mais condizente com a Revolta da Chibata quando comparados aos demais alunos dos oitavos anos do ano de 2014, confira o resultado:

(Explicação da Revolta da Chibata realizada por Melkezedek e Enzo - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)


(Maquete produzida por Melkezedek e Enzo - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal) 
(Maquete produzida por Melkezedek e Enzo - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)

A Revolta da Armada


(Maquete produzida por Alisson e Lucas - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)

Após realizar algumas pesquisas sobre as Revoltas da Primeira República Brasileira, os alunos foram orientados para confeccionar uma maquete fiel a época, cenário e fatos relacionados ao movimento revolucionário que considerassem mais interessante. Abaixo você confere as fotos e a explicação do trabalho dos alunos Rafael e Ricardo do 8º ano I. Os garotos produziram a apresentação mais condizente com a Revolta da Armada quando comparados aos demais alunos dos oitavos anos do ano de 2014, confira o resultado:

(Explicação da Revolta da Armada realizada por Rafael e Ricardo - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)

(Maquete produzida por Rafael e Ricardo - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)

A Revolta da Degola


(Maquete produzida por Eliezer - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)

Após realizar algumas pesquisas sobre as Revoltas da Primeira República Brasileira, os alunos dos oitavos anos de 2014 foram orientados para confeccionar uma maquete fiel a época, cenário e fatos relacionados ao movimento revolucionário que considerassem mais interessante. Abaixo você confere as fotos e a explicação do trabalho do aluno Eliezer que produziu a apresentação mais condizentes com a Revolta da Degola (Revolta Federalista), confira o resultado:


(Explicação da Revolta da Degola por Eliezer - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)


(Maquete produzida por Eliezer - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Eliezer - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Guerra de Canudos


(Maquete produzida por Thaís e Adrilaine - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)

Após realizar algumas pesquisas sobre as Revoltas da Primeira República Brasileira, os alunos dos oitavos anos de 2014 foram orientados para confeccionar uma maquete fiel a época, cenário e fatos relacionados ao movimento revolucionário que considerassem mais interessante. Abaixo você confere as fotos e a explicações dos trabalhos dos alunos que produziram as apresentações mais condizentes com a Guerra de Canudos, confira o resultado:


(Explicação da Guerra de Canudos por Thaís e Adrilaine - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)

(Explicação do Messianismo e da Igreja Católica no contexto de formação de Canudos por Djenniffer - 8º ano II/2014 - Acervo pessoal)


(Maquete produzida por Thaís e Adrilaine - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Thaís e Adrilaine - 8º ano III/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Ana e Celso - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Ana e Celso - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Ana e Celso - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Ana e Celso - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)
(Maquete produzida por Ana e Celso - 8º ano I/2014 - Acervo pessoal)