Mostrando postagens com marcador História da África. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História da África. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Exposição: Os Navios Negreiros

(Acervo pessoal)

A exposição foi realizada no pátio da E.E.B. Alice da Silva Gomes durante o mês de agosto do ano de 2014. O acervo foi produzido pelos alunos dos sétimos anos após seus estudos sobre a viagem dos navios negreiros (tumbeiros) até o Brasil.

Cada dupla deveria reproduzir, em desenho ou poesia, todo o sofrimento dos africanos quando se deparavam com a realidade dentro das caravelas. Os alunos estavam livres para escolher o que preferiam retratar, a alimentação, as agressões, os abusos, as doenças, etc.

Clique nas imagens para ampliá-las e conferir como os escravos brasileiros eram tratados durante os dois meses de viagem que suportavam até alcançarem as terras brasileiras aonde seriam vendidos como mercadoria e lançados numa vida de escravidão e humilhação completa:

(Acervo pessoal)  
(Acervo pessoal)  
(Acervo pessoal)
(Navio negreiro por Michele e Natasha - 7ºV/2014)
(Navio negreiro por David e Saionara - 7ºI/2014)
(Navio negreiro por Matheus Hames e Samael - 7ºIII/2014)




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Navios negreiros

(Texto de Júlio S. Durkop Junior - 7ºI)

O tráfico de escravos (negros africanos trazidos para América) foi um comércio que gerou grande aflição e desgosto as etnias africanas.

Primeiramente, ocorria a captura de escravos, povos de diferentes grupos. Através de emboscadas e o uso de violência, os portugueses conseguiam capturar e tomar posse de um grande número de homens, mulheres e crianças, que logo eram vendidos nas feitorias construídas ao longo do litoral.

No início eram os mercadores portugueses que tinham o controle e realizavam a comercialização dos negros africanos. Mais tarde, os próprios africanos passaram a se dirigir para as feitorias no litoral e oferecer negros para o embarque.

Para ser considerado um bom escravo, os homens deveriam ser fortes, ter braços firmes e disposição pra um serviço de peso. As mulheres deveriam ser belas, ter cinturas finas e quadris largos. Já as crianças, devido suas condições de trabalho, eram inúteis.

Uma embarcação podia transportar até 500 negros, que ao longo da viagem poderiam não resistir e morrer devido aos mal-tratos e ignorância dos portugueses.

Dentro do navio os escravos eram acorrentados pelas mãos, pés e pescoços. Eles eram colocados numa espécie de prateleira de diferentes níveis: homens em baixo, mulheres no meio e mulheres grávidas e crianças em cima. Sem o minimo de conforto e condições básicas de sobrevivência.

Diante da saúde, os negros viviam precariamente convivendo em meio as fezes e restos mortais dos mesmos. Os escravos eram muito explorados e não podiam se defender. Tinham direito a uma refeição por dia e os doentes não recebiam alimento e nem um tipo de auxílio, posteriormente morriam.

As embarcações eram sempre bem aproveitadas, suportando o número máximo de lotação. Por isso a viagem poderia ser mais longa e lenta. No caso de uma ameaça de naufrágio, os portugueses lançavam alguns negros ao mar para diminuir o peso do barco e acelerar a viagem.

E ao chegarem ao destino (América), os negros eram nomeados e vendidos a uma longa vida de sofrimento, tortura e exploração. Enfim, foram cerca de 300 anos de escravidão e exploração dos negros africanos, até que mais tarde a Inglaterra proibiu o tráfico de pessoas e começou a fiscalizar de perto.

Porém, a independência dos Estados Unidos permitiu que a comercialização ilegal durasse por mais um breve período. Supondo que algumas pequenas embarcações traficariam negros africanos usando a bandeira dos EUA no topo de seu mastro.

(Paródia da música Negro Drama de Racionais' MC por Natan Lopes - 7ºIII)

Negro drama, entre o porão e a lama
Sem dinheiro, família, luxo ou cama
Negro drama, cabelo crespo e a pele escura
A ferida, a chaga, a procura da cura
Negro drama, tenta ver e não ve nada
A não ser um branquelo na porta armado
Sente dor, o preço da cobrança, o amor, o ódio, querendo vingança
Negro drama, eu sei quem sofre e quem tá comigo
O drama que carrego pra não ser mais um negro cativo
O drama da minha aldeia à América
Tumba flutuante, choros de velhas,
Passageiro para o Brasil da África
Que sobrevive em meio a honra e a covardia
Pedofilia de velhos ariscos
Você deve estar pensando o que tem haver com isso
Por armas, pólvoras, olha quem morre
Veja você que mata, recebe o mérito, a fada que pratica o mal.

domingo, 23 de junho de 2013

Cultura afro-brasileira: desafio escolar

(Fonte desconhecida)

O primeiro passo para a valorização do sujeito afro-brasileiro é, sem dúvida alguma, ressaltar sua contribuição social para nosso país e argumentos não faltam.

Os professores possuem a responsabilidade social de trabalhar esses argumentos em sala de aula cumprindo sua parte no processo de superação da discriminação racial brasileira.

Primeiramente os educadores devem destacar que os africanos não vieram para o Brasil por vontade própria, uma vez que foram vítimas do processo de escravidão imposto pelos portugueses que, desta maneira, conseguiram manter o vasto território.

Outra questão importante é a ser levantada entre os alunos é a participação negra em revoltas nacionais que exigiam melhores condições de vida para o povo brasileiro como a Revolta dos Malês (1835) e a Balaiada (1838/1841), por exemplo.

Um bom artifício é explicar a Teoria da Evolução das Espécies desenvolvida por Charles Darwin, pois esta explica que para sobreviver no continente africano os seres humanos precisaram desenvolver características físicas particulares como a pele negra, muito mais resistente ao sol do que a pele branca. 

Todos os apontamentos sugeridos até aqui devem ser acompanhados de atividades práticas que despertem a apreciação estudantil pela cultura afro-brasileira como rodas de samba, gingas de capoeira ou oficinas culinárias, entre outras opções.

O ensino de história e cultura afro-brasileira é uma necessidade antiga reforçada recentemente pela Lei Nº 10.639 de 09 de janeiro de 2003. Os educadores brasileiros sabem que sua criatividade é primordial para inserir esse tema importantíssimo nos bancos escolares de forma efetiva e não só preventiva.

Sabemos que foram mais de trezentos anos de subjugação negra, mas precisamos lutar com determinação para reverter esse quadro desolador. A luta será longa e árdua, mas nós professores precisamos reconhecer que somos uma arma importante nessa batalha.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A redução africana e os impactos sobre a população negra brasileira

O século XV trouxe grandes mudanças ao povo europeu. As inovações tecnológicas alteraram o cotidiano. Dentre elas as técnicas de navegação estavam prestes a mudar a história do mundo. Os portugueses foram os primeiros a se lançar ao mar deixando a Europa pra trás durante viagens longas para abastecer os navios com produtos orientais. A primeira parada acabou ocorrendo na costa africana, acontecimento que mudou completamente a forma de viver de europeus, africanos e, mais tarde, dos americanos.

O primeiro contato entre brancos e negros aconteceu de diversas maneiras. Em algumas regiões como o Congo, os homens de pele branca foram recebidos honrosamente, isso porque ao avistá-los os africanos imaginaram que fossem espíritos de seus antepassados vindos das águas. Em outros locais como em Angola, por exemplo, a dominação portuguesa aconteceu através de um grande derramamento de sangue. Por vezes os líderes locais acabaram se aliando aos recém-chegados visando algumas vantagens.

Seguindo os portugueses vieram espanhóis, holandeses, franceses, entre outros povos da Europa. Todos em busca de minérios e escravos. Muitos povos africanos reagiram corajosamente enfrentando diversas batalhas e fazendo alianças perigosas em busca de seus direitos. Entretanto suas vitórias eram passageiras devido a sua inferioridade bélica. Aos poucos o continente africano foi sendo fragmentado. Em 1878 grande parte das terras foi entregue ao comando dos países europeus. Essa decisão foi tomada sem a participação de qualquer líder negro durante o Tratado de Berlim entre 15 de novembro e 26 de fevereiro.

Com o advento da Primeira Guerra Mundial os europeus enfraqueceram seu controle sobre os africanos que viram nesse momento uma chance de se livrar das garras coloniais. Como palco de batalhas as terras africanas perderam muitos filhos, mas receberam algumas melhorias tecnológicas e também o olhar da opinião pública. O nacionalismo africano ganhava força. Alguns anos depois a Segunda Guerra Mundial eclodiu. Os africanos ficaram do lado dos vencedores (os Aliados) e foram protegidos pela política dos Estados Unidos da América que era completamente contra o sistema de colonização.

A partir de 1940 todos os países africanos estavam em busca de sua independência, cada qual a sua maneira: lutas lógicas tradicionais, lutas religiosas, lutas armadas e lutas não violentas. Em 1975 praticamente todas as nações já haviam conquistado sua autonomia. Após a independência cada país ainda teve de enfrentar lutas internas entre etnias rivais que haviam ficado no mesmo território. Para piorar a situação os governos se preocupavam em montar exércitos poderosos e deixavam de lado a construção de indústrias que sustentariam a população. A miséria se espalhou e com ela vieram a fome e as doenças, das quais a mais chocante foi a AIDS.

O Brasil assiste diariamente todas essas dificuldades enfrentadas pela sociedade africana. A indignação é instantânea, mas ao mesmo tempo passageira. A maioria dos brasileiros se indigna ao ver a calamidade da África, mas esquece de cuidar dos descendentes africanos que estão em nosso país.  A massa negra que vive entre nós é fruto de séculos de escravidão, segregação e racismo. É inadmissível negar a contribuição dos afro-descendentes na constituição nacional, mas então porque é que eles são mantidos as margens da sociedade? As pesquisas comprovam o quanto a população negra brasileira sofre mais do que a branca:



A tabela demonstra o quanto as pessoas negras convivem com piores condições de moradia quando comparadas as brancas aqui no Brasil. Se a habitação é tão inferior, imagine então como são as oportunidades de educação e emprego. Não há como negar que nossos negros ainda sofrem o estigma da cor, a herança preconceituosa dos grilhões da escravidão. O racismo está á solta e dificulta melhores condições de vida. Igualar negros e brancos ainda é um desafio em tanto num país como o nosso aonde é comum escutar frases medíocres como “serviço de branco” ou “negro quando não faz na entrada, faz na saída”.

A solução é tentarmos fazer ao menos a nossa parte contra essa insensatez. Nós educadores possuímos um local especial para lutar por igualdade. Na sala de aula devemos, até mesmo enquanto cidadãos conscientes, trabalhar a temática africana a fim de valorizá-la ao máximo superando até mesmo a lei de obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana e afro-brasileira. Também devemos lutar pela aprovação de cotas raciais em universidades e concursos públicos. Essas são pequenas iniciativas que podem mudar esse quadro desolador de desigualdade racial.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

África ou Áfricas?

(Imagem do continente africano. Fonte desconhecida.)

O continente africano foi alvo de esquecimento proposital durante décadas. A chamada História Tradicional não percebia utilidade alguma em discursar sobre as terras ou personagens africanos. Tudo isso por considerar historicamente útil somente os acontecimentos e personalidades europeias. Felizmente o olhar historiográfico sofreu uma ampliação drástica no século XX com a criação da Escola dos Annales. Os fundadores da instituição Lucien Febvre e Marc Bloch foram responsáveis por trazer para o campo de estudo da História algumas novidades. A principal delas foi o interesse sobre a micro-história, ou seja, pelos pequenos fatos e personagens.

A História começou a dialogar com outras ciências, uma delas foi a Antropologia que revelou verdadeiras facetas sobre a África. Graças às pesquisas no solo africano foi possível descobrir que os ancestrais humanos mais antigos viveram naquela região e mesmo assim o grande continente continuou sendo visto com menosprezo pelo mundo afora, como ainda é nos dias de hoje. O preconceito é tamanho que muitos europeus defendem que o Egito pertence á Europa devido sua riqueza e prosperidade. Alguns historiadores afirmam que as terras africanas devem ser entendidas como duas partes completamente diferentes, a África Mediterrânica e a África Subsaariana.

Os historiadores adeptos dessa ideologia utilizam a geografia para justificar a divisão continental. Para eles o deserto do Saara provocou um afastamento físico entre as populações do norte e do sul que acabou resultando em cotidianos tão diversos a ponto de produzir dois contextos culturais completamente alheios. Dessa maneira seria impossível falar em uma África, pois a realidade e história são completamente diversas. Logo seria mais adequado separar as sociedades em África Mediterrânica (ao norte do Saara, em contato com os povos do Mediterrâneo) e África Subsaariana (ao sul do Saara, completamente subdividida em pequenas culturas).

Outros dois argumentos para justificar a existência das “duas Áfricas” são: a grande quantidade de cataratas ao longo do rio Nilo que inviabilizaram a navegação que poderia ter estreitado os laços entre o norte e o sul africano e também a presença da escrita somente no norte que comprovaria a superioridade de seus habitantes. Entretanto, o número de historiadores que discorda completamente sobre as “duas Áfricas” vem crescendo rapidamente na atualidade. Eles vêm defendendo a integridade da África por alguns motivos, entre eles o próprio Saara. Como?

Os defensores da África como um único continente alegam que o deserto saariano nem sempre foi tão seco e árido, logo, há milhares de anos atrás, o ser humano que ainda estava em evolução conseguia atravessá-lo sem grandes dificuldades. Outro argumento é de que as cataratas do rio Nilo dificultaram a navegação sim, porém nunca a tornou impossível, tanto que foram encontrados no norte objetos produzidos no sul, e vice e versa. Outra refutação é a de que as diferenças culturais entre o sul e o norte não evitaram seu contato, caso contrário, o norte também não poderia ter comercializado com o Mediterrâneo.

Seria inocência negar o fato de que o norte africano manteve uma ligação muito maior com os povos mediterrâneos do que com o sul africano. Entretanto defender essa cisão entre as duas partes africanas, para mim, é um grande exagero. Quem sabe seja até um belo golpe para se apropriar das riquezas incontestáveis da “África Mediterrânica”. Afinal, não é novidade alguma que desde os tempos do engenhoso Napoleão Bonaparte os artefatos históricos egípcios vêm sendo desviados para os museus europeus. Acha isso muito antigo? Então vamos falar sobre os Estados Unidos da América, outro campeão de exibicionismo museológico africano.

A África é uma só. Uma linda, plena e injustiçada terra. Um solo de abusos incontestáveis. O “berço da humanidade” merece muito mais respeito do que tem recebido até os dias de hoje. E sabem por que o povo não reconhece a grandiosidade daquela população de onde todos nós viemos? Porque a educação pública não permite tamanho senso crítico. Nossos jovens não deixam os bancos escolares lembrando de que os esqueletos encontrados comprovam que o ser humano veio de lá, surgiu lá, evoluiu lá, todos somos aquilo lá. É obvio, no fundo todos: somos um só, uma só raça, uma só evolução. E os pobres de espírito ainda enchem a boca pra criticar a raça negra. Mera ignorância, quanto lamento sinto pela existência de tais pessoas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Os "poréns" da escravidão brasileira

(Aquarela de Debret)


O jornalista Leandro Narloch em seu livro: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil causou espanto ao revelar certos detalhes da sociedade escravagista brasileira. O segundo capítulo da obra aborda este tema de uma forma pouco convencional e nunca revelada nos livros didáticos trazendo fatos inéditos que alteram a concepção tradicional que possuímos acerca do sujeito escravizado, por exemplo, o escritor aponta o fato de que:

A escravidão era comum no continente africano ao ponto de pessoas serem utilizadas como moeda em certas transições, praticadas inclusive pelos governos locais. Os escravos eram negros, mas também brancos prisioneiros, assim é possível afirmar que a prática da redução social ao nível escravo praticado em larga escala em nosso país foi aprendido pelos portugueses no solo africano, mas é necessário afirmar que os europeus deram a escravidão uma agressividade e amplitude até então desconhecidas.

Os negros escravizados no Brasil nem sempre eram tratados como meras mercadorias, muitos desfrutavam de relativa intimidade com seus proprietários vivendo sobre o mesmo teto e compartilhando as refeições, outros compravam sua liberdade e há casos onde a herança do patrão é concedida a um de seus escravos. Estes feitos demonstram que a relação não era baseada somente no chicote como aprendemos nos bancos escolares. Tanto que os próprios negros libertos compravam escravos para si.

Os quilombos nacionais não eram sociedades tão igualitárias e pacíficas quanto imaginamos. Existia uma relação social nessas habitações que de uma forma ou de outra abriga pessoas no comando ou fora dele, assim podemos falar numa hierarquia quilombola. O herói negro Zumbi dos Palmares vinha de uma família de guerreiros africanos e dominava a situação em seu agrupamento servindo de porta voz da população em negociações com a sociedade branca colonial. Cada um tinha sua função dentro do quilombo e uma vez que aderisse ao grupo não poderia mais sair, tentativas de fuga eram repreendidas e muitas vezes eram encerradas com derramamento de sangue.

O texto de Narloch realmente é impactante e revelador, por isso mesmo enfrenta diversas críticas no mundo acadêmico. Os historiadores tendem a criticá-lo pelo fato de ser um jornalista de profissão e não alguém relacionado ao mundo da pesquisa histórica. Mas o fato é que seu trabalho é bastante embasado cientificamente através de profissionais reconhecidos nesta área. O livro é claro e instigante compondo uma excelente leitura, desde que sejam tomadas precauções durante a interpretação textual para não suscitar radicalismos.

Para completar os apontamentos sugeridos por Narloch, sugiro uma reflexão sobre a suposta aceitação pacífica por parte dos escravos brasileiros no que se referia aos mal-tratos sofridos. Muitas novelas, filmes e documentários dão a entender ou sugerem que os negros aceitavam sua condição de escravidão sem resistir nem questionar. Qualquer levantamento de dados, por mais simples que seja, revela rapidamente que os negros usavam diversas estratégias de resistência, confira as mais comuns na vídeo-aula que segue:


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


A obra acima foi indicada por minha professora Ana Oliveira e será alvo das discussões que seguem.

O filme é muito bem produzido e conta com uma verassidade incrível. Relata muito bem os principais problemas vivenciados pela extensa comunidade miserável africana atualmente como a aids, a fome, a violência, a exploração estrangeira entre outras temáticas.

Ao mesmo tempo mostra também a outra face da moeda, expondo os trabalhos de organizações não governamentais que buscam conter os danos de super potências sobre este povo. Neste contexto entra a tirania empregada sobre aqueles que desejam ajudar os mais necessitados, quaisquer ato desta espécie é contido imediatamente sobre as formas mais repulsivas de contenção.

Entre estes extremos a história é relatada sobre o amor de um casal, história esta que é interrompida no momento em que a esposa humanitária Tesse é morta ao ter seu trabalho em prol da África descoberto, então Justin descobri de uma só vez os segredos profissionais de sua esposa e a máfia empresarial que a assacinou por tentar desvendá-la ao mundo.

Basicamente estes são os pontos culminantes da obra, que sobre meu olhar é bastante fiel, ao menos até onde pude perceber. Lógico que não sou nenhuma grande crítica de renome, mas arriscaria um palpite afirmando que a obra está muito bem fundamentada; lindamente explanada com um trabalho sútil, forte, verídico mas ao mesmo tempo delicado ao exibir as brutalidades.

Apreciei muito a obra, sobretudo porque particularmente não consigo assistir esta espécie de filme até o final devido as cenas extremamente brutas, que neste caso não foi um empasse que me levasse a desistir por possuir passagens amenas da criminalidade. Importante ressaltar que mesmo não apresentando as partes mais drámaticas me levou a tirar todas as conclusões necessárias, e o melhor, sem aquela exposição cruel de cenas horrendas que a meu ver podem e devem ser evitadas, sobretudo quando desejamos trabalhar isto com jovens alunos.

A meu ver é uma ótima indicação, especialmente para trabalhos com séries iniciais.