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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Diferenças e similaridades entre Hegel e Marx

Marx: Sua filosofia é prática e propõe mudanças frente a realidade. Traz a dialética ao campo da natureza e da história.



Hegel: Sua filosofia se restringia a teoria. Cria a dialética pensando somente campo abstrato (cognitivo).



Eram alemães protestantes. Suas idéias eram de seu tempo e se baseavam no Iluminismo. Trabalham com a dialética e não comparam diferentes sociedades por reconhecer que todas apresentam ritmos distintos de evolução devido a diversos fatores.

Diferenças e similaridades entre Hegel e Kant

Kant: Sua concepção de conhecimento se dividia em dois aspectos: tangível e abstrato. Concebia a história como um plano da natureza, onde os humanos seguiriam um fio condutor. Assim pensava um princípio universal de sociedades, comparando uma as outras. Dedicou-se a estudar as ações humanas através do princípio eterno da razão e da moralidade. Percebe a religião através da racionalidade e ensina a arte de filosofar.

http://www.eui.eu/Personal/Researchers/malamud/kant-color.jpg

Hegel: Sua concepção de conhecimento se dividia em três categorias: lógica abstrata, filosofia da natureza e filosofia do espírito. Percebia a história como a representação da vontade divina. Classificava as sociedades como heterogêneas por dependerem de decisões sociais. Por isso não as comparava. Dedicou-se a estudar a história em si através do princípio eterno da razão e da divina providência. Não submete questionamento ás verdades religiosas e ensina a Filosofia em si.

http://www.departments.bucknell.edu/history/carnegie/hegel/hegel.jpg

Ambos os pensadores são alemães e extremamente religiosos. Consideram o corpo como natureza e o espírito como matéria divina. Baseiam-se no Iluminismo. Dedicam-se a filosofia. Vêem a razão como princípio governante da sociedade. São caracterizados pela crítica a suas épocas.

Diferenças e similaridades entre Vico e Voltaire

Vico era um italiano de origem humilde. Suas idéias estavam à frente de seu tempo e exatamente por isto foi reconhecido somente depois de sua morte, recebendo muitas críticas em sua época. Era um católico fervoroso e pregava que a humanidade seguiria os desígnios de Deus, obtendo uma noção de tempo cíclico, já que acreditava que a humanidade retornaria ao seu estágio inicial. Vai dividir o tempo em três idades. Analisa a história desde o surgimento dos antecessores humanos (os bestioni).

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4e/Giovan_Battista_Vico.jpg

Voltaire era um francês de origem burguesa. Suas idéias eram contemporâneas, assim obteve reconhecimento ainda em vida, sem enfrentar críticas. Acreditava numa força superior, porém odiava o catolicismo. Acreditava que o próprio homem seria responsável pela evolução da sociedade, assim a humanidade evoluiria gradualmente, o que compunha uma noção de tempo linear. Divide o tempo em duas fases e analisa a história a partir do momento em que se torna interessante no seu ponto de vista que seria a partir do Séc.: XV.

http://ebooks.adelaide.edu.au/v/voltaire/voltaire.jpg

Ambos são responsáveis por teorias que buscam firmar a História quanto um conhecimento digno de estudos e status quanto ciência através da analise do homem e da sociedade.


Contribuições de Marx à História

Karl Marx foi reconhecido por seus trabalhos em conjunto com Frederick Engels, seu grande amigo que, inclusive, financiou grande parte de suas despesas pessoais como indicam fatos históricos.


A dialética marxista oriunda da tese de Hegel assume um importante papel para a formação de nossa disciplina. Hegel trabalhava o pensar somente na área da abstração, da consciência enquanto ser pensante provido de espírito e idéias, vai pensar somente teorias, no entanto, Marx vai trazer esta arte de questionamento para o cotidiano, para o campo real da natureza e da história; vai buscar compreender as medidas necessárias para mudar a realidade em questão, ou seja, a história enquanto teoria vai passar a ser questionada, criticada efetivamente. Para Marx é preciso mais do que dizer que tal preposição está certa, é necessário pensar porque está correta, é preciso mudar, contrapor, questionar, debater. É o ínicio de um novo processo histórico onde os conhecimentos prontos até então passarão a ser trabalhados, repensados.


As teorias destes filósofos em conjunto foram de importância inquestionável para a materialização do campo histórico, pois através do materialismo histórico, que abordava questões de desenvolvimento social, passaram a considerar todos os sujeitos envolvidos nas relações humanas, desta forma as fronteiras do relevante ultrapassaram os “heróis”, que até então eram os únicos alvos de interesse e chegaram até os sujeitos mais simples. Desta forma a história se beneficia e abrange extraordinariamente. Por fim chegamos ao momento em que a história será compreendida na íntegra e não em partes destacadas por opiniões e interesses individuais.


Sobre minha ótica este ato de compreender acontecimentos sobre todos os ângulos, levando cada versão em consideração é uma das teorias mais importantes de Marx e também o que proporcionou seu diferencial frente a demais filosofos da época, sobretudo por sair do campo do pensamento e avançar de encontro a mudanças sociais.

Diferenças e similaridades entre Augusto Conte e Leopoldo Von Ranke

Augusto Conte era Francês, filho de um fiscal de impostos. Volta seus estudos à sociedade em geral. Suas idéias originam movimentos sociais, influenciando diversos setores da vida social. (positivismo). A religião é seu principal meio de persuasão, chega a fundar sua própria doutrina. (A igreja positivista). Analisa a história através das mudanças da sociedade, trabalhando desde os primórdios sociais.


Leopoldo Von Ranke é Prussiano, membro da alta nobreza. Limita-se à história voltada ao Estado e as grandes personalidades políticas. Suas idéias servem de base para a consolidação da história científica; influencia esta área do saber em específico. (HISTORICISMO). A religião só aparece em seus estudos quando está vinculada aos processos políticos, ficando em segundo plano. Considera a história de seu tempo fornecida pelos documentos oficiais.

São escritores contemporâneos que fazem o uso dos acontecimentos durante a Revolução Francesa para pensar a sociedade, crêem que o Estado deve ser guiado pela religião. Delimitam a história como uma teoria neutra e irrefutável.

A partir das leituras em torno das teorias da história estudadas neste terceiro período é possível perceber o quanto a formação de nossa disciplina foi complexa e envolta em vários movimentos em sua prol, liderados por grandes pensadores dos séculos XVIII e XIX, que se basearam nos filósofos precedentes que já haviam prestados esboços úteis aos argumentos utilizados para desvincular esta disciplina do campo filosófico.

Sem duvidas alguma explorar estas teorias modifica o pensamento acerca da matéria em questão, afinal vamos conhecer teóricos e conceitos desconhecidos, além de, é claro, aprofundar o que já conhecíamos. Seria hipocrisia afirmar que conhecer estes pressupostos da História não faz diferença em nossa “bagagem” educacional, pois enquanto futuros professores devemos estar aptos a aceitar que sempre haverá algo a mais para aprender. Sendo assim é preciso ressaltar o quanto é interessante desvendar os pensamentos de autores que vão desde o religioso Vico até os revolucionários como Marx e Conte. São eles que nos trazem subsídios para entender o quanto foi dinâmico e polêmica a tentativa de implantar a história num campo de saber especifico, o quanto foi difícil convencer a sociedade que estudar seu passado seria muito útil para entender os complexos sociais e buscar alternativas de melhoria nesta questão.

Esta disciplina conforme tudo o que mencionei se mostra fundamental em nossa formação por propiciar, justamente estas bases teóricas sobre a disciplina, sobre seus pensadores principais, sobre a gama de processos ocorridos até a fixação quanto ciência propriamente dita de nossa disciplina, nossa adorada História. Afinal precisamos conhecer amplamente tudo o que iremos ensinar, para que façamos isto com qualidade e responsabilidade social.

Referências das imagens utilizadas :

http://www.daviddarling.info/images/Comte.jpg

http://germanhistorydocs.ghi-dc.org/images/3344-Leopold%20von%20Ranke%20@%20530.jpg

domingo, 1 de março de 2009

Conceitos correspondem a realidade de sua época

O fundamental neste ponto é o fato de que naquela época primordial onde as bases de uma sociedade "instável" se davam sobre a religião é lógico que a explicação sobre o que era vivenciado iria provir de esclarecimentos de cunho religioso, logo surgem os mitos, explicações sobre o mundo baseados em figuras mitológicas (deuses, deusas...).

Fica claro então que cada época forma suas verdades sobre o passado de acordo com o que está acontecendo no presente.

As narrativas entram então como uma válvula de escape, a fim de eternizar aquilo que havia acontecido no antigo mundo grego, embora certas vezes fosse feito para sua edição o uso da memória coletiva estas mesmas eram banhadas sobre diversos mitos. Os aedos assumem uma importante função neste ponto por serem os principais transmissores das epopéias, longos poemas sobre feitos heróicos, acredita-se que Homero tenha feito o uso das palavras de alguns deles para produzir suas obras. Agora que se encontrariam no papel estas verdades estariam sujeitas a criticas.

O tempo dentro do contexto dos mitos é atemporal, não assume uma forma certa, ou seja, é incalculável, ignorado. Enquanto que a história preocupasse largamente com o uso adequado da narração junto do tempo em qual tal fato aconteceu. (linha cronológica)

É totalmente repugnante, no entanto que se refira ao mito como mentira, este ato é de uma ignorância absurda. É necessário compreender que no contexto em qual surgiu o mito era a verdade a qual se tinha acesso, as verdades estas nas quais era possível acreditar. As idéias, as ciências, os entendimentos até ali eram tão simples quanto suas explicações mitológicas que devem ser respeitadas como o inicio do raciocínio sobre os fatos, a introdução aos registros históricos.

Tais sociedades aprenderam muito com os mitos de sua época, estes povos deram o impulso necessário para que surgisse a disciplina tão fundamental à atualidade: a história, pois foi neste contato com possíveis verdades que iniciou o ato de registrar o passado. Desta forma chegamos à conclusão óbvia de que os mitos são de suma importância em nossas vidas e merecem todo o respeito atingível ao qual devemos nossa constituição lógica dos fatos.

A influência do meio sobre a sociedade

O contexto é altamente responsável pela produção intelectual, pois influencia diretamente sobre as ações tomadas em torno da educação visando sempre a satisfação de alguns membros da sociedade.

Um episódio claríssimo da influência do meio em que se vive na educação é a preparação dos jovens gregos e romanos pelos chamados sofistas, que lhe ensinavam somente aquilo que deviam aprender para poder assumir a frente das assembléias. Ensinavam-lhes a arte da retórica e da persuasão, formando assim seres convincentes, e não sábios, mas aquilo era o que convinha naquele cotidiano, saber fazer notar seu discurso. De nada adiantava ser um grande intelectual, pois a instrução não era tida como vantagem.

Este determinante pode ser facilmente percebido também durante a ascensão da burguesia medieval que desejava a implantação de um ensino democrático, para atender a esta nova demanda social o ensino é então estendido as outras populações até então desconsideradas, no entanto a educação da elite continuou superior enquanto que a plebe recebe os ensinamentos básicos somente com a intenção de prepará-los ainda mais ao trabalho sem que haja a preocupação logicamente erudita. Assim atende-se ao anseio da burguesia sem contrariar o rigor da superioridade dos nobres.

Um pouco mais a frente desta época encontra-se a formação dos cavaleiros, um outro bom exemplo. Estes recebiam toda uma carga de educação clássica comportamental, deviam ser o que era visto como o gentil homem, indivíduos altamente educados em relação ao comportamento com os demais e além desta etiqueta aprendiam somente as artes marciais, esta preparação iniciava-se aos sete anos de idade.

O leitor pode me dizer aonde que me referi até este ponto ao ensino matemático, histórico, científico? Em ponto algum, afinal como já mencionei no começo do texto a intenção é sempre preparar jovens para assumirem os papéis que sua sociedade necessita naquele momento e não pessoas aptas a assumir qualquer contexto social.

Caso estes exemplos ainda não tenham lhe concencido faço uso então de um modelo educacional muito recente do qual dificilmente não se recordará, o ensino tecnicista. Assim que um de nossos presidentes, Getúlio Vargas, decide industrializar o Brasil sente-se a necessidade de mão de obra rápida, o que decide então? Vamos moldar a escola a essas necessidades; deixam-se de lado as matérias básicas e enfoca-se o nacionalismo onde o importante é ensinar o português e o amor a pátria (nossa pátria) aos imigrantes e nada mais. Temos aqui uma ditadura educando evidentemente para seus fins e não para as necessidades individuais.

Perante tais relatos torna-se absolutamente impossível negar a influência total e direta que o meio exerce sobre a intectualidade de todo um período histórico.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Influências sobre os historiadores"

Afirmar que o trabalho do historiador encontra-se totalmente livre de influências é um ato muito errôneo, pois ao estudarmos melhor os registros de antigos escritores podemos perceber que muitos deles, para não cair na redundância de dizer todos, deixaram transparecer alguma forma de influência por detrás de suas palavras.

Um dos fatores que faz com que o trabalho de um historiador deixe de ser neutro é, assim como aconteceu na antigüidade, os financiamentos das obras. No caso dos governadores de Roma, por exemplo, eles pagavam a algum escritor para escrever sobre eles, no entanto deixavam claro o que deveria aparecer em sua biografia.

Outro episódio da história de Roma bastante significativo nesta questão é a de que os historiadores eram induzidos a glorificar a história romana, logo sabiam previamente o que deveriam registrar.

Fica bastante claro então que toda história é “ineutra”, todo e qualquer historiador acaba, mesmo que involuntariamente, por transmitir a sua obra algo peculiar, algo seu, seu ponto de vista por exemplo.

A teoria da história se constrói a partir do momento em que começam os registros de algum fato, acredita-se que o trabalho de alguns homens de negócio que cuidavam da parte econômica de Roma foi responsável pelo inicio da pratica de narrar de forma cronológica os acontecimentos, a partir deste ponto vários acontecimentos vão influenciar no que é considerado história, e um setor social tem uma alta relevância nesta questão: o ramo político. Pois é a partir dele e principalmente em torno dele que a história vai se firmar na antiguidade.

Surgem pensadores que irão buscar a resposta para o que é História e suas contribuições nos levaram até o padrão atual. Estudá-los é de suma importância para compreendermos melhor os mistérios de nossa espetacular disciplina.



(Fonte: http://www.malhatlantica.pt/seculoXIII/monge%20copista.jpg)


Adversidade nos focos da historiografia grega e romana



A principal diferença historiográfica entre as duas potências da antigüidade é sem dúvida alguma o foco para o qual todos os historiadores da época estavam voltados.

No caso da Grécia o centro das atenções era as origens de tudo, sobretudo da natureza, enquanto que para os romanos o que convinha era registrar aquilo que engrandecesse seu povo.

O motivo desta grande diferença é que a Grécia encontrava-se preocupada em firmar seus deuses como uma unanimidade sobre seu povo, buscando uma homogeneidade que trouxesse a paz para dentro de sua civilização.
Já Roma queria mostrar à Grécia que, apesar de ser mais prematura em relação a esta última, era ela quem detinha o poder e controle das regiões e etnias, provando seu desejo de ostentação.






(Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhaRCNwLkWYFGaLMzGl5dFW6tKVq7BfK_ShgYVlojFgKSfypJuRiicguO3B2mT3OqpYCWck8_e0POdP9RAhIHw9HnXjpdc_3itMs1U9cRC6ZzWGRr1L1t42AQoMlSlaAAM3liY9ZxzJ4jM/s320/pergaminho.jpg)

A tendência educacional cristã


O poderio da igreja medieval levou aquela sociedade a aprender somente aquilo que os sábios da época queriam que o povo soubesse, obviamente devido a grande maioria dos mestres ser católica, como já sabemos. É nesta época que os grandes colégios são formados dentro das igrejas e delas sairão os intelectuais medievos. É sobre este mesmo contexto que surgirão também as primeiras universidades.


O ensino ainda era muito dogmático e as verdades cristãs ainda prevaleciam, a igreja é detentora de uma grande influência sobre toda a civilização européia e por isto suas verdades não aceitavam contestações, todos os que contrariassem as verdades pregadas sobre a realidade, sobretudo o mito divino de criação do mundo, eram brutalmente castigados; a fogueira foi a principal arma contra todos os que começaram a contestar as teorias criacionistas, sobretudo alguns cientistas e seus discípulos. Desta forma a Santa Inquisição manipulava tudo o que era registrado, houve períodos onde livros foram isolados da civilização e guardados a "sete chaves" pelos encarregados cristãos, desta forma podemos perceber que a influência católica sobre a historiografia é enorme, para não afirmar que fora ditatorial.


Esta questão de igreja sobre a produção historiográfica é muito bem explanada na obra O nome da Rosa, o filme desta trama mostra de uma forma bastante verídica as manipulações católicas sobre as obras da época e a brutalidade da Santa Inquisição ao empregar suas verdades.


(Fonte:http://br.geocities.com/gfpdoresbh/grupo/formacao/figuras/filmes/o_nome_da_rosa.jpg)

Criacionismo versus a evolução de Darwin

A teoria criacionista ainda é explicada em sala de aula, mesmo que ao lado da evolucionista, além disto a igreja ainda hoje insisti em ensinar esta TEORIA como uma VERDADE incontestável durante suas doutrinas e pregações.

Há a questão do ensino religioso que ainda faz parte de algumas grades curriculares, ele desempenha este papel de reger as crianças atravéz dos pressupostos cristãos mesmo dentro de escolas, lugar que não deveria tomar parte por nenhuma religião.

As influências da igreja estão por toda parte, ainda existem aquelas pessoas que a defendem vigorosamente.

Na produção historiográfica por exemplo continuamente surge um neocristão, digamos assim, defendendo as idéias cristãs e tentando encontrar pontos fracos nas alegações científicas afim de afirmar as verdades divinas. Assim como aconteceu recentemente nas escolas dos Estados Unidos. Este acontecimento foi passado a nós por nosso professor Anderson Sartori no primeiro período na matéria de Pré História Geral e do Brasil, consulte o link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12703.shtml .

Para você ter uma noção da grandeza do universo católico atualmente acesse: http://www.scb.org.br/ e conheça a Associação Criacionista Brasileira.