Marx: Sua filosofia é prática e propõe mudanças frente a realidade. Traz a dialética ao campo da natureza e da história.



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Hegel: Sua concepção de conhecimento se dividia em três categorias: lógica abstrata, filosofia da natureza e filosofia do espírito. Percebia a história como a representação da vontade divina. Classificava as sociedades como heterogêneas por dependerem de decisões sociais. Por isso não as comparava. Dedicou-se a estudar a história em si através do princípio eterno da razão e da divina providência. Não submete questionamento ás verdades religiosas e ensina a Filosofia em si.

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Ambos os pensadores são alemães e extremamente religiosos. Consideram o corpo como natureza e o espírito como matéria divina. Baseiam-se no Iluminismo. Dedicam-se a filosofia. Vêem a razão como princípio governante da sociedade. São caracterizados pela crítica a suas épocas.

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Voltaire era um francês de origem burguesa. Suas idéias eram contemporâneas, assim obteve reconhecimento ainda em vida, sem enfrentar críticas. Acreditava numa força superior, porém odiava o catolicismo. Acreditava que o próprio homem seria responsável pela evolução da sociedade, assim a humanidade evoluiria gradualmente, o que compunha uma noção de tempo linear. Divide o tempo em duas fases e analisa a história a partir do momento em que se torna interessante no seu ponto de vista que seria a partir do Séc.: XV.

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Ambos são responsáveis por teorias que buscam firmar a História quanto um conhecimento digno de estudos e status quanto ciência através da analise do homem e da sociedade.

Karl Marx foi reconhecido por seus trabalhos em conjunto com Frederick Engels, seu grande amigo que, inclusive, financiou grande parte de suas despesas pessoais como indicam fatos históricos.
A dialética marxista oriunda da tese de Hegel assume um importante papel para a formação de nossa disciplina. Hegel trabalhava o pensar somente na área da abstração, da consciência enquanto ser pensante provido de espírito e idéias, vai pensar somente teorias, no entanto, Marx vai trazer esta arte de questionamento para o cotidiano, para o campo real da natureza e da história; vai buscar compreender as medidas necessárias para mudar a realidade em questão, ou seja, a história enquanto teoria vai passar a ser questionada, criticada efetivamente. Para Marx é preciso mais do que dizer que tal preposição está certa, é necessário pensar porque está correta, é preciso mudar, contrapor, questionar, debater. É o ínicio de um novo processo histórico onde os conhecimentos prontos até então passarão a ser trabalhados, repensados.
As teorias destes filósofos em conjunto foram de importância inquestionável para a materialização do campo histórico, pois através do materialismo histórico, que abordava questões de desenvolvimento social, passaram a considerar todos os sujeitos envolvidos nas relações humanas, desta forma as fronteiras do relevante ultrapassaram os “heróis”, que até então eram os únicos alvos de interesse e chegaram até os sujeitos mais simples. Desta forma a história se beneficia e abrange extraordinariamente. Por fim chegamos ao momento em que a história será compreendida na íntegra e não em partes destacadas por opiniões e interesses individuais.
Sobre minha ótica este ato de compreender acontecimentos sobre todos os ângulos, levando cada versão em consideração é uma das teorias mais importantes de Marx e também o que proporcionou seu diferencial frente a demais filosofos da época, sobretudo por sair do campo do pensamento e avançar de encontro a mudanças sociais.


São escritores contemporâneos que fazem o uso dos acontecimentos durante a Revolução Francesa para pensar a sociedade, crêem que o Estado deve ser guiado pela religião. Delimitam a história como uma teoria neutra e irrefutável.
A partir das leituras em torno das teorias da história estudadas neste terceiro período é possível perceber o quanto a formação de nossa disciplina foi complexa e envolta em vários movimentos em sua prol, liderados por grandes pensadores dos séculos XVIII e XIX, que se basearam nos filósofos precedentes que já haviam prestados esboços úteis aos argumentos utilizados para desvincular esta disciplina do campo filosófico.
Referências das imagens utilizadas :
http://www.daviddarling.info/images/Comte.jpg
http://germanhistorydocs.ghi-dc.org/images/3344-Leopold%20von%20Ranke%20@%20530.jpg

(Fonte: http://www.malhatlantica.pt/seculoXIII/monge%20copista.jpg)

O poderio da igreja medieval levou aquela sociedade a aprender somente aquilo que os sábios da época queriam que o povo soubesse, obviamente devido a grande maioria dos mestres ser católica, como já sabemos. É nesta época que os grandes colégios são formados dentro das igrejas e delas sairão os intelectuais medievos. É sobre este mesmo contexto que surgirão também as primeiras universidades.
O ensino ainda era muito dogmático e as verdades cristãs ainda prevaleciam, a igreja é detentora de uma grande influência sobre toda a civilização européia e por isto suas verdades não aceitavam contestações, todos os que contrariassem as verdades pregadas sobre a realidade, sobretudo o mito divino de criação do mundo, eram brutalmente castigados; a fogueira foi a principal arma contra todos os que começaram a contestar as teorias criacionistas, sobretudo alguns cientistas e seus discípulos. Desta forma a Santa Inquisição manipulava tudo o que era registrado, houve períodos onde livros foram isolados da civilização e guardados a "sete chaves" pelos encarregados cristãos, desta forma podemos perceber que a influência católica sobre a historiografia é enorme, para não afirmar que fora ditatorial.
Esta questão de igreja sobre a produção historiográfica é muito bem explanada na obra O nome da Rosa, o filme desta trama mostra de uma forma bastante verídica as manipulações católicas sobre as obras da época e a brutalidade da Santa Inquisição ao empregar suas verdades.
