segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A maldição dos Bragança

(Brasão da Real Família de Bragança)
Segundo a tradição monárquica o primeiro filho homem do rei deveria herdar o trono de seu pai, era a regra da hereditariedade da coroa, um direito divino conferido as famílias de sangue azul que compunham a Europa, uma tradição seguida a risca durante séculos que despertou muitas desavenças entre irmãos, algumas delas terminariam em verdadeiras tragédias familiares, era a ganância e a fome de poder fazendo vítimas.

A dinastia dos Bragança, a quarta de Portugal, foi fundada em 1640 pelo duque de Bragança intitulado Dom João IV. Conta a lenda que o rei foi abordado por um frade franciscano que lhe pediu uma esmola. O duque teria dado-lhe um pontapé, humilhado, o religioso teria lhe rogado uma maldição, segundo esta nenhum filho primogênito viveria até assumir o governo, morrendo na infância.

Lenda ou verdade, o fato é que todos os primogênitos dos Bragança faleceram ainda crianças. O Brasil recebeu esta família em 1808 e assistiu a morte de dois herdeiros do trono português, em fevereiro de 1821 faleceu o primeiro filho legítimo de Dom Pedro I, o pequeno João Carlos. Mais tarde, em 1847 foi Dom Pedro II quem sofre a perda de Afonso Pedro que contava apena dois anos de vida.

Todos os primogênitos dos Bragança morreram desde a ascensão da família em 1640 até a sua queda em 1910 quando a República foi instituída em Portugal. Uma tragédia que assolava as imperatrizes que relutavam na tentativa de manter seus filhos vivos. Acreditar em 270 anos de coincidência é um pouco difícil não acham? Nesse caso a maldição realmente existiu e funcionou. E você, é supersticioso ao ponto de acreditar nessa história?

5 comentários:

Anônimo disse...

Realmente 270 anos é muito tempo. Coincidência ou não, no mínimo é algo intrigante.
Charles

Anônimo disse...

Teve pelo menos quatro excepções! Estude, procure e encontrará.

Janaina da Silva disse...

Estarei verificando. Obrigada.

Anônimo disse...

Teria o Bragança somatizado a maldição, criando geneticamente a maldição, passando-a hereditariamente? As exceções confirmariam a regra? O que diria um neurocientista?

Stefano disse...

impressão minha ou isso me faz lembrar a praga do Egito ?